13 agosto 2007

Meu amigo Foca

(Nota de agradecimento, do autor aos amigos)

Foca, você foi um dos novos alunos da Faculdade (das minhas turmas de primeiro semestre) que, em 2006, demonstrou melhor capacidade retórica, pelo menos, em minha disciplina.

Me lembro muito bem quando surgiram, em minhas turmas, as pessoas que fizeram a diferença. Tive, então, a oportunidade de dividir meu "espaço de conhecimento" com pessoas geniais. Este é o meu agradecimento que estendo a outras pessoas com quem trabalhei, aí em Fortaleza.

Sinto que criei um elo intelectual com algumas dessas pessoas, por isso, me preocupo tanto com o meu "standard autopoiético". Me preocupo com o que meus ex-alunos lêem. Por isso, vou colocando neste blog o quê eu leio, para que eles e outros com quem me relaciono possam saber o quê eu penso. Acho que todos temos algo a dizer. Por isso, os comentários são livres aqui! Essa liberdade confere expressão sem pré-julgamentos, porque pode ser exercida anonimamente.


Aqui, eu tenho enfrentado alguns desafios. O maior deles foi aprender a me conhecer. Não tem sido fácil... "o que somos" é uma equação complicada. Na categoria abaixo (Schutz: 1953-1954) eu adiciono os elementos "aluno" e "colega de trabalho":

"Only a very small part of my knowledge of the world originates whitin my personal experience. The greater part is socially derived, handed down to me by my friends, my parents, my teachers and the teachers of my teachers" (A. Schutz, "The Frame of Unquestioned Constructs". In: Excerpts from A. Schultz, Collected Papers; I. The Problem of Social Reality, Martinus Nijhoff, The Hague, 1967, pp. 13-14, 33, 61-2, first published in 1953 and 1954).
Tenho muitas saudades do Ceará. Mas ainda há estudos aqui a fazer. Me entristece muito ter pedido demissão da Faculdade, porque foi uma experiência enriquecedora; utilizo-me de uma metáfora, para explicar o que ocorreu: foi necessário cortar meu cordão umbilical, antes de sofrer qualquer tipo de castração (são fases superadas de minha vida). Em meu coração, permaneceram apenas lembranças boas: as pessoas com quem lá convivi.

Sugiro uma leitura interessante a você, Foca (já que estás a ler o Foucault): procure a página 23 neste documento "Microfísica do poder", e leia a secção III, "Sobre a Justiça Pupular". Veja o diálogo entre Foucault e um maoísta, e veja o debate e analise o pensamento de Foucault - coloque-se no lugar dele e pense como você reagiria. Eu me preocupo com os rumos do Brasil com medo e cuidado pelas pessoas que aí habitam. Não gostaria de passar pela experiência de meu pai, que é "jovem durante a ditadura" (se bem que minha juventude ainda dura uns 15 anos, espero).

Estou trabalhando/pensando com pessoas fantásticas. E queria dedicar um carinho especial a algumas delas, em especial: Francisco, Pedro, Filipo, José, Jorge, Raphael, B.S.S., M.P.M., A.C.F(*2), Lourenço, Sara, Patrícia, Telma, Tião, Alex e às demais repúblicas da Alta.

Sinto saudades tremendas da Sandra H., Anna Luiza, Flávio, Gérson, Ivo, Alexandre F., Carlos Nativo, André, Marcos, Lêda, Antônio, Marísia, Anísia, Itamy2, Neyde, Francisca, Itamy1, Chilton, Graça, Jório, Chiquinho, Cid, Ernesto (já há muito!).

O valor desta saudade é alto! Luto para não decepcionar ninguém, por isso, tenho dado o melhor de mim. E agora, novas promessas estão sendo feitas - e serão cumpridas.

Eu só tenho a agradecer, sempre, a visita daqueles que me conhecem. Porque aos que aqui chegam e não me conhecem, só posso dizer "bem vind@".

Um comentário:

Manoel disse...

Mestre,
Fico honrado pelas suas palavras. Não tenho palavras com as quais possa agradecer tal gesto.

Engraçado, pois justamente hoje, nos horários de estudo me deparei com uma cópia da Microfísica do Poder na Biblioteca do meu pai - Capa Laranja, 22a. edição.
Aproveitei o embalo e tomei-o de empréstimo para fichá-lo.
Li o post do professor e achei curiosa a coincidência.
Um grande abraço,

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