05 setembro 2007

Cumpra-se! Amém...

Deu na mídia que o Direito finalmente vai entrar no STF. Ora, depois de tantos anos de democracia, após tantos escândalos e maracutaias, finalmente o Direito será um dos componentes a dirigir o ordenamento jurídico brasileiro - só falta ser nomeada a Ética, a Moral e a Decência. Pena que o Direito em questão é canônico - e já entra no STF rezando "ave maria" e "pai nosso".

Qual é o "grande problema"? Aparentemente, nenhum. Porém, quando se examina o "episódio" com maior cuidado - diante das afirmações do próprio C. A. M. Direito -, deve-se estranhar o viés conservador que insiste em manter guarda nas cortes superiores do Brasil:
"A sua fé tem de obedecer rigorosamente o que determina as leis e a Constituição. Não só acredito como pratico o Estado laico"

"A minha fé católica, a qual tenho muito orgulho, me faz defender com intransigência a vida. Mas como juiz eu sempre cumpri as leis"

"A fé não pode limitar a ciência e a ciência não pode agredir a fé. Há de existir uma convergência"
Ora, a importância da Religião como sustentáculo civilizacional não está sendo questionada - até mesmo porque se a massa tivesse a consciência da inexistência de deus, a civilização estaria perdida [FREUD, 1927/1962]. O que causa espanto é a confrontação escolástica entre fé e razão, religião e ciência e Igreja e Estado - que aparece claramente nas frases acima citadas. É evidente que não há uma parcialidade; o Direito é axiológico demais... beirando à inconseqüência.

4 comentários:

Anônimo disse...

"...se a massa tivesse a consciência da inexistência de deus, a civilização estaria perdida [FREUD, 1927/1962]"
Ainda bem que Deus existe ou naum caro Praxedes????????????


Rose

Antônio T. Praxedes disse...

Boa pergunta... :)

André Pitta disse...

Vejo o caro Praxedes um tanto quanto "perdido" com essa pergunta! Oh pá!

Antônio T. Praxedes disse...

Deus é muito pessoal. Se eu tivesse formação de padre ou guru, deitava e rolava. Agora, o que penso só vale para mim. Assim fica difícil.

Agora, que a pergunta é excelente, isso não há dúvida. Para contribuir com o debate, achei este texto do Leonardo Boff que dá umas "dicas" sobre o assunto.

No entanto, o que me chama atenção é o viés religioso que as Américas vêm tomando nos últimos anos: uma religião estatal ou no Estado. Aí temos: o fenômeno Lula e o Bush como melhores exemplos.

Boas leituras e grande abraço.
A.T.P.

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